Um dos princípios mais importantes da natureza das criptomoedas é o consenso.

O consenso ou ‘consensus’ não é mais do que a aceitação de todos os membros da rede blockchain, de que a informação contida na mesma não possuí manipulações ou dados errados ou duplicados.

Numa rede do tipo blockchain a informação agrupa-se em blocos e estes são validados através da mineração, portanto, a primeira coisa que devemos levar em conta é que o consenso é o sistema de sincronização entre todos os nós da rede.

Por meio dessa sincronização, todos os computadores que fazem parte da rede podem ter certeza de que as informações estão corretas e não há manipulações.

Antes desta situação surge a seguinte questão:

¿Como nos asseguramos de que estamos de acordo com a validação do bloco?

A resposta é: através de um acordo entre os nós da rede, permitindo uma espécie de ‘auditoria’ que impede que alguém envie informações manipuladas para a blockchain.

Como se faz isso?

Para evitar adicionar blocos errados, cada um deles necessita de uma revisão e de uma confirmação.

Através do sistema de consenso, é estabelecido se as informações (ou o que é o mesmo: o bloco) podem ser adicionadas ao blockchain ou não.

Este sistema oferece-nos a possibilidade de atualizar a blockchain, garantindo sempre que os blocos estejam corretos, além de incentivar a participação.

Além disso certificamo-nos de que nenhuma entidade possa manipular ou controlar toda a rede.

Isto certifica que a cadeia principal é verdadeiramente uma só e, em caso de falta de consenso, ocorram bifurcações forçadas, sejam duras (hard fork) ou suaves (soft fork)

Um dos requisitos que nos garantem que o processo de validação é ideal, é que todos os nós aceitem os dados para confirmar a integridade dos dados, incluíndo, o caso em que alguns nós serem mal sucedidos ou não serem confiáveis.

Deve-se notar que cada moeda tem a sua própria rede de nós e alguns podem ter protocolos mais exaustivos para evitar ataques à cadeia de blocos.

O mais importante é que o consenso evita o que é conhecido como duplo gasto.

O duplo gasto consiste no seguinte:

Imaginemos que uma pessoa faz uso de determinadas criptomoedas (por exemplo, faz uma transação de compra) e depois disso decide reverter a operação manipulando as informações do bloco onde figuram as transações anteriores.

Neste caso, supondo que consegue eliminar as informações do bloco onde as suas transações foram registradas, poderá gastar as moedas novamente.

Esta é a essência do duplo gasto.

Adicionalmente, o que o consenso faz é recompensar e incentivar aqueles que mantêm a blockchain viva 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ao fazer essa distribuição entre aqueles que colaboram na manutenção da rede, obtém-se um benefício e isso incentiva a continuação do trabalho pela integridade da rede.

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